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Governo salvaguarda negociação com a Santa Sé na eliminação de feriados

O secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros evitou hoje apontar uma data para a entrada em vigor da eliminação de quatro feriados, salvaguardando os “mecanismos que decorrem da Concordata” assinada com a Santa Sé.

Luís Marques Guedes falava em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, em Lisboa, após a aprovação de uma proposta de lei com alterações ao Código do Trabalho que o Governo vai apresentar à Assembleia da República.

O documento elenca como feriados a eliminar, por parte do Estado, os dias 5 de outubro (implantação da República) e 1 de dezembro (restauração da independência), estando propostos como feriados religiosos a retirar do calendário a solenidade do Corpo de Deus (celebrado anualmente a uma quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa) e o 15 de agosto (solenidade da Assunção de Nossa Senhora).

Nos termos da Concordata de 2004, assinada entre Portugal e a Santa Sé, a República Portuguesa reconhece como dias festivos os domingos e os outros dias reconhecidos como ‘festivos católicos’ são definidos por acordo.

As questões levantadas pela “interpretação do texto” da Concordata ou “quaisquer outras medidas tendentes à sua boa execução" são analisadas por uma “comissão paritária”, prevista no artigo 29.º do referido acordo internacional.

Esta comissão vai reunir-se na próxima terça-feira, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, revelou à Agência ECCLESIA D. António Montes, presidente da delegação da Santa Sé.

Marques Guedes destacou que a “entrada em vigor” da proposta do Governo dependerá “do decurso do processo legislativo na Assembleia da República”.

“Não posso, por essa razão, dar uma data exata”, referiu o secretário de Estado, revelando que a proposta do Executivo é que a alteração passe a vigorar “no dia 1 de um mês”.

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, reafirmou a necessidade de respeitar “todas as regras relacionadas com a Concordata” neste procedimento.

Já o secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros sublinhou que a retirada de feriados religiosos do calendário é uma matéria que interessa “obviamente” à Santa Sé.

“O que o Estado português não faria nunca é tomar uma decisão unilateralmente, sem respeitar os termos em que estas matérias devem ser tratadas, de acordo com a Concordata”, afirmou.

LFS/OC

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Governo confirma redução de feriados civis e religiosos em número igual

O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, revelou hoje que o Governo português vai eliminar quatro feriados no calendário nacional, dois civis e dois religiosos, mantendo a “simetria” acordada com a Igreja Católica.

Este responsável falava em conferência de imprensa, no final do Conselho de Ministros, afirmando que asupressão de quatro datas responde a uma “condição” da Igreja, para quem era “muito importante haver simetria”.

No ‘Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego’ assinado no último dia 18 entre o Governo e os parceiros sociais, exceto a CGTP-IN, pode ler-se que os signatários "entendem reduzir em três a quatro o número de feriados obrigatórios".

Álvaro Santos Pereira adiantou esta tarde que os feriados a eliminar, por parte do Estado, serão o 5 de outubro (implantação da República) e o 1 de dezembro (restauração da independência).

O ministro adiantou ainda que os dois feriados religiosos a retirar do calendário serão definidos “no âmbito da Concordata”, em negociação com a Santa Sé.

Na última reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima, o cardeal-patriarca, D. José Policarpo, referiu que a simetria na eliminação dos feriados foi “um princípio que o Governo anunciou” nas conversas prévias.

Nos termos da concordata de 2004, assinada entre Portugal e a Santa Sé, a República Portuguesa reconhece como dias festivos os domingos e os outros dias reconhecidos como ‘festivos católicos’ são definidos por acordo.

D. José Policarpo indicou que não vê "dificuldades especiais" relativamente à festa do Corpo de Deus, tendo em conta que é um feriado móvel, celebrado anualmente a uma quinta-feira, 60 dias depois da Páscoa.

Sobre solenidade da Assunção, o presidente da CEP destacou que “meio país tem romarias e festas nesse dia”, mas disse que não é impossível manter a celebração litúrgica, “mesmo que porventura desapareça o feriado”.

Lusa/OC

 
Guimarães: Novo cardeal português na abertura da Capital Europeia da Cultura

O novo cardeal português, D. Manuel Monteiro de Castro, vai estar presente na cerimónia de abertura, este sábado, na «Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura», revelou hoje à Agência ECCLESIA a Câmara Municipal local.


A mesmo fonte confirmou a participação do núncio apostólico [embaixador da Santa Sé] em Portugal, D. Rino Passigato.

D. Manuel Monteiro de Castro, natural de Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, é um dos convidados de honra da cerimónia de abertura, na qual vão estar também presentes o presidente da República, Cavaco Silva, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e o presidente da Comissão Europeia, o português Durão Barroso.

O evento vai contar ainda com a presença de D. Jorge Ortiga, arcebispo de Braga, adianta o site da diocese.

Assente nos valores «Cidade», «Cidadania e Participação» e «Dimensão Europeia», o projeto «Guimarães 2012» é construído com três objetivos: “Desenvolver o Capital Humano”, “Criar uma Economia Criativa” e “Gerar uma nova Geografia dos Sentidos”, lê-se no site da iniciativa.

Em declarações à Agência ECCLESIA sobre a Capital Europeia da Cultura, D. Jorge Ortiga realçou que cidade de Guimarães vai receber no final deste ano um encontro do «Pátio dos Gentios», nova estrutura do Vaticano para o diálogo com os não crentes.

Esta edição está a ser programada com o Conselho Pontifício para Cultura, organismo da Santa Sé, e a Diocese de Braga e será integrada na programação da Capital Europeia da Cultura.

O arcebispo de Braga referiu também que serão apresentados, brevemente, “guias com diversos itinerários do património artístico da região”, dado que a cidade de Guimarães tem diversas igrejas com “significado histórico”.

LFS/OC

 

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