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Notícias e Destaques
3229 «Presentes Solidários» para países lusófonos e Sudão do Sul

A Fundação Fé e Cooperação (FEC) agradeceu hoje a “resposta positiva” que os portugueses deram à campanha “Presentes Solidários 2011”, promovida durante a última quadra natalícia para apoiar países em vias de desenvolvimento.

De acordo com um comunicado publicado no site daquela organização católica, apesar da “crise generalizada”, participaram no evento deste ano “cerca de 800 pessoas”, possibilitando “a angariação de um total de 3229 presentes” que servirão agora para “mudar para melhor a vida de inúmeras famílias mais desfavorecidas.

As ofertas reunidas têm como objetivo combater problemas como a falta de água e de medicamentos e promover o acesso à educação e a criação de emprego em Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Brasil, Timor-Leste, São Tomé e Príncipe, Sudão do Sul e Portugal.

Destaque para o facto de a FEC ter integrado pela primeira vez nesta iniciativa a jovem nação do Sudão do Sul, para onde irão seguir perto de 600 "materiais escolares" e meia centena de vacas, neste caso para estimular uma economia e estrutura social essencialmente baseada na criação de gado e na agricultura.

Neste momento, a organização “está já a encaminhar as verbas angariadas para os seus parceiros no terreno”, em cada país apoiado, e “brevemente estará em condições de mostrar o impacto que a edição Presentes Solidários 2011 teve”, junto das populações mais desfavorecidas.

A campanha, que terminou no dia 6 de janeiro, contou com o apoio de várias personalidades públicas, como o professor Marcelo Rebelo de Sousa, o humorista José Diogo Quintela, a escritora Alice Vieira, o guarda-redes do Sporting, Rui Patrício e o cantor Tito Paris.

A Fundação Fé e Cooperação é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONG) criada em 1990 pela Conferência Episcopal Portuguesa e que tem como objetivo contribuir para o crescimento social, económico, cultural e religioso de países mais desfavorecidos, sobretudo no espaço da lusofonia.

JCP

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Mosteiro da Serra do Pilar alvo de obras de conservação e restauro

O Mosteiro da Serra do Pilar, monumento da diocese do Porto, inserido na zona classificada como Património da Humanidade, beneficiou de obras de restauro no valor de 32 mil euros, avança hoje a Direção Regional de Cultura do Norte.

Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o organismo estatal explica que a construção, datada do século XVI, foi alvo de uma intervenção ao nível “das fachadas da Igreja”, que necessitavam de uma “revisão geral”, sobretudo ao nível do tratamento e pintura das superfícies.

Trata-se de um investimento inserido no projeto “Património Religioso de Entre o Douro e Minho”, que conta com o apoio financeiro do Programa Operacional Regional do Norte (ON2).

O Mosteiro da Serra do Pilar, situado em Vila Nova de Gaia, começou a ser construído em 1538 para acolher uma comunidade da Ordem de Santo Agostinho mas as obras só ficaram concluídas em 1670, com a edificação da Igreja de Nossa Senhora do Pilar.

Depois de ter sido deixada praticamente em ruínas, durante o período da Guerra Civil Portuguesa (1828-1834), a estrutura foi gradualmente recuperada e requalificada como espaço museológico.

JCP

 
Governo quer «desburocratizar» o voluntariado

O ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, anunciou esta quinta-feira a intenção do Estado de “desburocratizar” o voluntariado, permitindo que mais instituições possam usufruir do “valor acrescentado” que estas pessoas representam.

O governante, citado hoje pela edição eletrónica da revista ‘Família Cristã’, falava na cerimónia de comemoração do 5.º aniversário da Confederação Portuguesa do Voluntariado (CPV), que decorreu na sede nacional do Corpo Nacional de Escutas, em Lisboa.

Pedro Mota Soares considera que a “legislação com 13 anos” que existe em Portugal deve ser atualizada, apesar de ainda “estar à frente de muitos países europeus, que nem sequer têm legislação sobre o voluntariado”.

O ministro da Solidariedade e Segurança Social reafirmou que o Governo está a preparar um Plano Nacional do Voluntariado, admitindo que é necessário quantificar melhor esta realidade.

Eugénio da Fonseca, presidente da CPV, tinha iniciado a sessão lendo a mensagem da direção nacional para este aniversário, na qual se refere que o voluntariado “ainda se considera, em muitos casos, inferior ao trabalho remunerado e, sobretudo, o trabalho voluntário de proximidade ainda não está assumido na sua dignidade própria”.

“Tal menosprezo é tanto mais preocupante quanto os voluntários se ocupam, com frequência, de problemas não solucionados pelos departamentos e instituições competentes; muitas vezes, eles são votados ao ostracismo, em vez de apoiados”, sublinha a direção da CPV.

Elza Chambel, presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado (CNPV), afirmou que “os voluntários estão a sair da casca”, e deixou o aviso ao ministro e à assembleia: “É preciso que se saiba bem o que é um voluntário, antes de se sair a fazer estudos e comparações”.

FC/OC

 

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