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Bispo pede «maior visibilidade» para religiosos e religiosas

O bispo de Leiria-Fátima sublinhou hoje a necessidade de se promover uma presença mais efetiva de religiosos e sacerdotes no meio da sociedade, aproveitando a celebração do Dia do Consagrado.

“A vida consagrada precisa de visibilidade na Igreja e no Mundo, para dar a conhecer o rosto de Deus, as suas maravilhas de amor e a caridade com que as realiza”, afirmou D. António Marto, esta manhã, durante uma celebração eucarística no Santuário de Fátima.

De acordo com uma nota da Sala de Imprensa daquele local de culto mariano, foram muitos os fiéis que se deslocaram à Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, para participarem num momento de louvor a Deus e assistirem à renovação dos votos de todos aqueles que, através dos mais diversos carismas, se encontram ao serviço da Igreja Católica.

O bispo leiriense pediu a todos os consagrados para que sejam testemunho “da primazia de Deus na vida”, no meio de uma sociedade que “vive um eclipse de Deus nas famílias, nas consciências, na sociedade e na cultura”.

Desafiou-os ainda a quebrarem as barreiras de um “mundo, apático e individualista”, através de um espirito de “fraternidade” e de uma aposta decidida na “evangelização”.

Ao longo do seu discurso, D. António Marto recordou ainda os propósitos que nortearam a instituição do Dia do Consagrado, em 1997, por iniciativa do Beato João Paulo II.

Para o prelado, o Papa polaco idealizou esta celebração para dar “graças pelo dom da vida consagrada que enriquece e alegra a Igreja” e para promover entre o povo de Deus “o conhecimento e a estima pela vida” destes homens e mulheres.

Ao mesmo tempo, trata-se de uma forma de “todas as pessoas consagradas celebrarem juntas as maravilhas que o Senhor realiza nelas e através delas”, acrescentou.

O bispo de Leiria-Fátima terminou a sua intervenção recordando os consagrados falecidos e pedindo a intercessão de Deus e a oração dos fiéis a favor do “fortalecimento” dos votos de "todos aqueles que sofrem pelo crescimento do Reino de Deus”.

Os membros das congregações religiosas fazem a profissão pública dos conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, assumidos por votos ou outros vínculos, vivendo em comunidade.

O Dia do Consagrado é assinalado pela Igreja Católica a 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação do Senhor, em que a principal leitura bíblica recorda a ida da mãe de Jesus ao templo de Jerusalém para oferecer o seu filho a Deus, obedecendo aos preceitos judaicos.

Em diversas dioceses de Portugal, a data é assinalada com vigília de oração e missa, celebrações normalmente presididas pelo bispo.

LDS/SISF/OC/JCP

 
Câmara Municipal de Gondomar vai atribuir Medalha de Honra a D. Manuel Clemente

A Câmara Municipal de Gondomar, no distrito do Porto, aprovou hoje por unanimidade a atribuição da Medalha de Honra da Cidade (Grau Ouro) ao bispo da diocese, D. Manuel Clemente, apresentado pelo executivo local como uma “referência ética”.

A entrega da “mais alta distinção” da autarquia vai decorrer esta sexta-feira, pelas 16h15, no salão nobre da Câmara, durante uma cerimónia de receção e homenagem, refere um comunicado enviado à Agência ECCLESIA pelo município.

O executivo municipal liderado por Valentim Loureiro sublinha, a “distinta ação” o bispo do Porto tem vindo a desenvolver em Gondomar, localidade em que se encontra a realizar visitas pastorais, nas várias paróquias, desde 2 de dezembro.

Segundo o presidente da Câmara, "D. Manuel Clemente, ao mesmo tempo que leva a cabo a sua missão pastoral, desde que exerce funções na Diocese do Porto, nas várias vindas a Gondomar sempre revelou uma grande preocupação com a vida das pessoas, sendo uma referência ética para os gondomarenses e para a sociedade portuguesa”.

D. Manuel Clemente, nascido em julho de 1948, atualmente vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, foi ordenado bispo em janeiro de 2000, desempenhando a missão de auxiliar do Patriarcado de Lisboa antes de rumar 300 quilómetros para norte, quando foi nomeado para assumir o cargo de bispo do Porto, em 2007.

O prelado foi distinguido com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, atribuída pela Presidência da República Portuguesa (2010), e o Prémio Pessoa (2009).

OC

 

 
Porto: Roteiro ecuménico para 2012 atende à crise

A Comissão Ecuménica do Porto apresenta hoje um conjunto de propostas que estendem a dinâmica da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos a áreas como o apoio aos mais desfavorecidos e a promoção do voluntariado.

Em entrevista à Agência ECCLESIA, o padre Domingos Oliveira, que integra aquele organismo em representação da Igreja Católica, sublinha que “a dimensão sociocaritativa é uma das áreas onde o ecumenismo se pode desenvolver”, uma vez que problemas atuais como o desemprego e a precariedade “são transversais às várias Igrejas”.

Apesar de reconhecer que as comunidades cristãs - sejam elas católicas, metodistas, presbiterianas, ortodoxas, evangélicas ou anglicanas - ainda estão “a dar os primeiros passos” rumo a um maior entendimento, o sacerdote defende que o diálogo ecuménico também deve ir ao encontro da resolução de problemas.

“Estamos habituados a que o diálogo seja apenas um conjunto de celebrações, mas ele passa cada vez mais por outras iniciativas”, sustenta aquele responsável.

O Roteiro Ecuménico 2012, que vai ser apresentado esta noite, a partir das 21h30, na Igreja Evangélica Metodista do Mirante, resultou de um trabalho realizado com “outros núcleos da cidade que também têm sensibilidade ecuménica”, como a capelania do Hospital de São João e o Grupo Interconfessional Universitário do Porto.

Entre as várias propostas que compõem o calendário de atividades, até novembro deste ano, destacam-se “uma noite de oração de apoio aos sem-abrigo, uma celebração com doentes e uma mesa redonda sobre solidariedade e voluntariado”.

“Esperamos que estas iniciativas vão dando os seus frutos e sirvam para que as pessoas se abram mais a esta dimensão do ecumenismo, uma das mais importantes para o nosso tempo”, acrescenta o padre Domingos Oliveira.

A Comissão Ecuménica do Porto foi constituída oficialmente em 2005 mas, segundo o sacerdote, as origens daquele organismo remontam “à época pré-concílio Vaticano II” (1962-65), dado que “já se realizavam alguns encontros” entre membros das várias Igrejas da cidade.

De acordo com o representante católico da Comissão, as comunidades cristãs têm mostrado “uma maior recetividade, ao longo dos anos, se bem que há grupos que ainda preferem ficar fechados sobre si próprios”.

“No que diz respeito a esse problema, penso que falta aqui um trabalho como foi feito pela Igreja Católica com o Concílio Vaticano II, que deixou orientações arrojadas nesse campo”, conclui.

JCP

 

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